domingo, março 11, 2007

Doença de Behçet - experiência de um Serviço de Medicina Interna

Artigo retirado da revista: Medicina Interna - Vol. 8, N. 3, 2001

Se quiser consultar o artigo completo pode clicar no link http://www.spmi.pt/revista/vol08_n3_2001/ch1_V8N3J2001.pdf
ou solicitar que eu o envie por e-mail.

Susana P. Oliveira*, Alexandra B. Horta**, Maria J. Serra***, António S. Castro***
* Interna do Internato Complementar de Medicina Interna
** Assistente Hospitalar de Medicina Interna
*** Chefe de Serviço de Medicina Interna
Serviço de Medicina 2 do Hospital de Santo António dos Capuchos,
Lisboa
Recebido para publicação a 25/06/2001

Resumo


Os autores apresentam um estudo retrospectivo dos doentes com Doença de Behçet observados num Serviço de Medicina Interna entre 1982 e 2000. Foram analisados 33 doentes, sendo 20 do sexo masculino e 13 do sexo feminino. A primeira manifestação surgiu, em média, aos 24 anos e a média de idades, na altura do diagnóstico, foi de 32 anos. Todos os doentes apresentaram na sua evolução aftose oral recorrente, surgindo aftose genital em 84,8%, patologia ocular em 81,8%, articular em 75,7%, cutânea em 69,6%, alterações do sistema nervoso central em 27,3%, gerais em 24,2%, vasculares em 21,2%, gastrintestinais em 18,1%, neuropatia periférica em 12,1% e vasculite em 3% dos doentes observados.

Doença de Behçet Aspectos Etiopatogénicos

Artigo retirado da revista: Rev Bras Reumatol – Vol. 41 – Nº 3 – Mai/Jun, 2001

Se quiser consultar o artigo completo pode clicar no link
ou solicitar que eu o envie por e-mail.


Autores:
Carla Perozini Rossi e Emilia Inoue Sato

RESUMO

A doença de Behçet (DB) é uma vasculite sistêmica, recorrente e crônica com manifestações que incluem úlceras orogenitais, uveíte, sinovite, tromboflebite e sintomas envolvendo o SNC, trato gastrintestinal e pulmão. Embora a patogênese da DB não seja totalmente esclarecida, existem estudos apontando para possível participação de agentes infecciosos (virais e bacterianos), fatores genéticos e desregulação imunológica. Dentre os agentes infecciosos, alguns trabalhos sugerem o possível papel do Streptococcus sanguis (SS). Os pacientes com DB mostram aumento da freqüência de SS na flora oral, comparada com controles, bem como de anticorpos séricos contra certos sorotipos de SS. No soro de alguns pacientes foi possível observar aumento de anticorpos específicos contra HSP-65 (Heat Shock Protein) de Mycobacterium tuberculosis, que são capazes de produzir reação cruzada com certos sorotipos de SS. Estudos recentes demonstraram que o HLA-B, até então estabelecido como associado à DB, poderia não ser o lócus primário responsável pela predisposição à doença, sendo sugerida a participação de outros genes localizados próximos ao lócus HLA-B, incluindo os genes MICA, PERB, e NOB. Em conclusão, uma proposta etiopatogênica é de que um antígeno particular, provavelmente de origem bacteriana, seja apresentado por macrófagos e reconhecido por células T CD4+ no contexto do MHC classe II. Linfócitos T ativados produziriam citocinas como IL-2, IFN-ã, TNF-â e induziriam a proliferação e diferenciação de células B específicas. Macrófagos ativados por IFN-ã são capazes de liberar citocinas inflamatórias como TNF-á, IL-1,e IL-8. Fator de necrose tumoral (TNF) e IL-1 poderiam induzir a expressão de moléculas de adesão em células endoteliais, enquanto a IL-8 estaria envolvida na quimiotaxia e ativação de neutrófilos no sítio da reação inflamatória. Esses eventos seriam responsáveis pela passagem de polimorfonucleares neutrófilos e linfócitos T ativados através do endotélio na área inflamada.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Dia mundial da Doença de Behçet

Como devem saber, no próximo dia 20 de Maio comemora-se o dia mundial da Doença de Behçet (World Behçet's Day). Como é num Domingo não há desculpas para que este dia não seja assinalado e comemorado.

Um pequeno grupo de pessoas está a pensar em reunir-se à volta de uma mesa… um almoço ou jantar convívio é bem vindo… e discutir acerca do tema, trocar ideias e experiências tentando dar a conhecer melhor a doença e acima de tudo conviver e mostrar que não é um drama viver com ela. Um dos temas a debater será também a possibilidade de criar uma associação para apoiar os doentes com Behçet.

Era interessante reunir um número significativo de pessoas, doentes, familiares, médicos e todos os interessados.
Todos são bem vindos, agradecia que entrassem em contacto comigo o quanto antes caso estejam interessados em participar.
Quanto mais cedo se souber o número de pessoas interessadas melhor, para se poder organizar convenientemente o "programa" e marcar o restaurante.

No futuro darei mais pormenores, mas esta reunião deverá ser feita na área de Lisboa devido ao número de participantes já interessados (localização sujeita a alteração se se justificar).

Saudações a todos
Carla

sábado, fevereiro 17, 2007

Doença de Behçet - Recolha de ADN

Mais novidades…

Vai-se realizar uma colheita no IPR em Março, era bom se pudessem participar na mesma altura, quando souber pormenores aviso.
Se estiverem interessados em participar neste estudo entrem em contacto comigo através do e-mail behcetemportugal@gmail.com que eu transmito a mensagem aos responsáveis pelo estudo ou directamente a Joana Xavier e-mail: jxavier@igc.gulbenkian.pt , que integra o Grupo de Genética Humana do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC).

Cumprimentos a todos
Carla

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Estudo da genética do Behçet

Espero que estejam todos bem,
há alguns dias entrei em contacto com a Joana Xavier uma investigadora que faz parte do Grupo de Genética Humana do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) que estuda a base genética de várias doenças entre elas a doença de Behçet, este grupo tem uma parceria com o Dr. Vaz Patto do IPR.

Sabemos que esta doença é influenciada por factores ambientais mas que também possui uma forte componente genética e é esta que pretendem investigar! Quem quiser participar no estudo é bem vindo.
Se conhecerem alguém interessado, contactem a Joana Xavier através do e-mail jxavier@igc.gulbenkian.pt para que ela possa explicar o estudo e combinar depois a colheita.
Pedia-lhes que transmitissem esta informação a quem conhecerem, uma vez que é sempre complicado encontrar pessoas suficientes para participar em estudos deste tipo. Escusado será dizer que é sempre bom saber que existem profissionais interessados em desenvolver conhecimento que poderá um dia trazer benefícios para todos nós.
Com os melhores cumprimentos,

Carla