terça-feira, julho 28, 2009

Quais as implicações da Gripe A (H1N1) num doente de Behçet?

A Gripe A (H1N1) é uma doença que tem merecido enorme divulgação mediática mas, em boa verdade, mais pela forma como surgiu e se disseminou por todo o mundo, acompanhada a par e passo pela imprensa, do que pela sua gravidade propriamente dita.

De facto, os casos que têm vindo a ser divulgados, entre nós e por todo o mundo, são habitualmente benignos. Compreendem os sintomas típicos da gripe (febre precedida de arrepios, dores musculares e de cabeça, tosse, secreções nasais e mau estar geral) a par, nalguns casos, de sintomas digestivos como diarreia e vómitos, que não a tornam diferente da gripe sazonal que todos os anos nos afecta entre o Outono e o Inverno.

Nos EUA, por exemplo, onde estão já detectados cerca de 50.000 casos, a mortalidade não é superior a 0,5%, o que é muito próximo do que a habitual gripe sazonal provoca. No último ano, morreram em Portugal cerca de 2.500 pessoas por causa desta gripe comum e ninguém empolou estes números, que são muito iguais de ano para ano.

Tal como acontece com a Gripe comum, as pessoas com doenças crónicas pré-existentes (respiratórias, cardíacas, neurológicas, hematológicas ou metabólicas) estão em maior risco de ter complicações.

Também, pelo que as autoridades de saúde dos países em que esta Gripe A mais tem aparecido têm vindo a referir, as crianças com menos de 5 anos e as grávidas, constituem grupos nos quais esta doença se pode manifestar com maior gravidade.

No caso das pessoas com Doença de Behçet, esta não constitui só por si qualquer factor de susceptibilidade para maior gravidade, a não ser que estejam a fazer medicação imunossupressora.

Se isto acontecer e forem afectados pela Gripe A, devem contactar de imediato o médico que as acompanha para que ele possa apreciar a situação, ajustar a medicação de fundo e ponderar a eventual administração do Oseltamivir (Tamiflu). Este medicamento, porém, não tem qualquer indicação para ser utilizado nos casos mais benignos e muito menos sem indicação médica clara, pois o seu uso excessivo pode vir a criar resistências virais e levar ao aparecimento de estirpes do vírus bem mais agressivas do que esta actual. Quando necessário, o seu uso deve ser iniciado nas primeiras 48 horas de desenvolvimento da doença, para que possa ser mais eficaz. Daí a importância do contacto precoce com o médico.

Convém, por fim, estar atento às indicações que as nossas atentas autoridades de saúde têm vindo a emitir, nomeadamente no que diz respeito às medidas gerais de prevenção a adoptar (ver link abaixo referido) e ao acesso à vacina quando ela vier a estar disponível, sendo desejável que os portadores de DB possam vacinar-se logo que possível.

Dr. Jorge Crespo

(Especialista de Medicina Interna)


O que é a Gripe A? (Perguntas e Respostas)

Medidas gerais de prevenção a adoptar


Mais informação em

www.dgs.pt e www.portaldasaude.pt


Se tiver dúvidas, telefone para a LINHA SAÚDE 24 – 808 24 24 24

e fale com, o seu médico assistente


terça-feira, maio 19, 2009

Lançamento de Linha telefónica e conta para angariação de fundos


Aproveitamos para vos informar de que já demos mais alguns

passos no que se refere à constituição da nossa associação, a saber:

Já temos um nº de telefone provisório: 926 484 825 (para já, apenas
disponível entre as 18h30 e as 21h todos os dias);

Já criámos uma conta para a angariação de fundos que pretendemos levar a cabo.
Esta foi aberta em nome de membros da comissão instaladora e
funcionará  provisoriamente enquanto a associação não estiver ainda
constituída. A verba angariada reverterá na sua totalidade para o
pagamento das despesas de criação e funcionamento da nossa associação
Behçet em Portugal e futuras iniciativas de divulgação e apoio ao
doente com behçet.

Deixamos aqui o número da mesma, caso pretenda fazer uma contribuição,
que desde já agradecemos.

NIB: 003 504 260 004 374 400 020

IBAN: PT50 003 504 260 004 374 400 020

(Titular: Paulo César Almeida Martins)

Um abraço,

Dia Mundial da Doença de Behçet no “Bom Dia, Portugal” da RTP1 - 8h

Caros amigos,

Amanhã, dia 20 de Maio, assinala-se mais um Dia Mundial da Doença de Behçet.

Nesse sentido, amanhã, por volta das 8h da manhã, uma especialista
nesta doença, a Dra. Maria José Serra, estará em directo no programa
“Bom Dia, Portugal” da RTP1, para falar um pouco sobre este assunto e,
assim, dar cumprimento a um dos objectivos a que nos temos proposto: a
disseminação do conhecimento sobre esta patologia junto de doentes,
técnicos de saúde e público em geral.





Um abraço,

domingo, maio 10, 2009

Dia mundial da Doença de Behçet - 2009

No próximo dia 20 de Maio, comemora-se o dia mundial da Doença de Behçet. Para assinalar esta data, resolvemos pôr os doentes, familiares e amigos a caminhar por uma vida mais saudável e lançar a primeira iniciativa de angariação de fundos para a constituição da nossa associação.




Junte-se a nós e ao blogue Spots de Escalada em Portugal (http://spotsescalada.wordpress.com/), e participe numa caminhada pela Serra de Sintra no próximo dia 23 de Maio de 2009.



O diagnóstico de Behçet não é sinónimo de inactividade e incapacidade para a actividade física…

Veja o lado B da vida!




Dia: 23 de Maio de 2009

Hora: 09:00

Local de Partida e Chegada: Parque de Estacionamento dos Capuchos
Distância Aproximada: Entre 10 e 12km ~ 3 horas.
Percurso: (sujeito a alteração) O percurso terá uma distância aproximada de 11km. Talvez um pouco mais, mas não devendo ultrapassar os 12km. Pretende-se dar a conhecer toda a zona ocidental da Serra de Sintra, desconhecida para muita gente.
O percurso terá o seu inicio no coração da serra, que é o convento dos Capuchos. Passado o primeiro quilómetro iniciar-se-á a ascensão ao Monge com os 470 metros de altitude. É uma subida um pouco dura, mas acreditem que valerá a pena, pois a vista que se obtém do Alto do Monge é espectacular. O caminho seguirá por entre bosques densos de cedro e pinheiro, onde abundará a sombra. Até que mais, uma vez, será efectuada nova subida desta vez para chegar ao alto da Peninha. Desde lá será possível observar toda a costa atlântica que se estende desde a Ericeira até ao Cabo Espichel. É possível vislumbrar o Cabo da Roca e as suas falésias, as dunas do Guincho, o Cristo a abraçar a foz do Tejo, etc.
Seguidamente será efectuada uma descida por um trilho que atravessa um bosque de cedro bastante húmido. (Conhecido para quem efectuou a caminhada nocturna do ano passado)
Daremos um pequeno pulo à aldeia de Penedo para espreitar os seus moinhos e estaremos de volta aos Capuchos.

O QUE É PRECISO LEVAR?
O mais importante é levar uns bons ténis ou calçado confortável preferencialmente fechado. Chinelos, sandálias, saltos médios ou altos são desaconselhados.Levar um agasalho ou corta vento. Por mais quente que esteja na partida é possível o vento aumentar durante a caminhada.Água.Reforço alimentar: Barras de cereais, fruta, etcAtenção: Acima de tudo bom senso! Não é preciso levar muita comida.Máquina fotográfica;
QUANTAS HORAS VAI DEMORAR?
Depende de nós. Nada de pressas. Estou a apontar para as 3,00 horas
LEVAMOS LANCHE?
Levem uma ou duas barritas de cereais, ou fruta, ou bolachas e água. Mas não viajem carregados.
Mais uma vez, este passeio não é organizado. Sendo um encontro de amigos e para amigos.
O passeio é gratuito. Não é preciso inscrever. Basta aparecer!
Contudo, agradecia que enviassem um e-mail para behcetemportugal@gmail.com a confirmar, para ter uma ideia do número de participantes.
O percurso realiza-se mesmo em condições de chuva e vento. Poderá é ter um percurso diferente.

domingo, fevereiro 22, 2009

Dia Europeu da Doença Rara - 28 Fevereiro

No próximo dia 28 de Fevereiro assinala-se o Dia Europeu das Doenças Raras.

O objectivo principal deste dia é sensibilizar o público, em geral, e o poder político, em particular, para a problemática das doenças raras e para os impactos que estas têm nas vidas dos pacientes e suas famílias.

Assim, a celebração deste dia visa, entre outros aspectos:
- chamar a atenção para a problemática das doenças raras;
- dar voz aos portadores de doenças raras;
- transmitir informações aos pacientes e ao público, em geral;
- coordenar actuações políticas em diferentes países;
- promover o acesso ao cuidado e ao tratamento.

Vamos continuar a divulgação e o trabalho neste sentido. Para que a saúde de todos nós seja valorizada e que o acesso ao tratamento seja igual para todos.