terça-feira, março 17, 2020

Comunicado NEDAI: Covid19

Replico o Comunicado NEDAI: Covid19

O NEDAI emite as seguintes recomendações:
  1. Deve ser considerado que a maioria dos doentes têm condições de saúde que não permitem a suspensão de fármacos imunossupressores: o risco de agravamento da doença de base ou perda de eficácia dos fármacos é na maioria das vezes superior ao risco de contrair a infeção e de ter complicações da mesma.
  2. No entanto a manutenção ou redução da medicação imunossupressora deve ser ponderada caso a caso de acordo com a gravidade da doença de base e probabilidade de complicações graves da infeção por COVID-19 (nomeadamente comorbilidades associadas). A decisão deve ser tomada pelo Internista assistente em consonância com o doente e deve ser tida em linha de conta a semivida dos fármacos utilizados.
  3. Nos doentes com doenças autoimunes sob imunossupressão crónica com exposições de risco (ex. profissionais de saúde, atendimento a público, trabalho em aglomerados comerciais, professores), o contágio com complicações graves pela infeção por COVID-19, à falta de melhor conhecimento científico, deve ser considerado elevado, pelo que recomendamos:
  • Comunicação imediata da sua situação de risco profissional à autoridade de saúde local competente.
  • Esta deve analisar o risco epidemiológico global de todo o agregado familiar.
  • Devem ser estabelecidas medidas de diminuição de risco de contágio para todo o agregado familiar que poderão contemplar: alocação laboral de menor risco, trabalho no domicílio com utilização de novas tecnologias ou, se de todo impossível, sugerir o isolamento social profilático.
  • A manutenção de consultas presenciais hospitalares de controlo e rotina de doentes estáveis, devem ser avaliadas pelo médico assistente. As consultas hospitalares urgentes devem ser mantidas. É muito importante que as Consultas de Doenças Autoimunes desenvolvam formas de contacto virtual com os seus médicos assistentes responsáveis.
Estas recomendações não incluem todas a situações possíveis, e não devem sobrepor-se a novas recomendações que a tutela venha a emitir. Os doentes devem cumprir rigorosamente as recomendações da tutela para controlo da disseminação comunitária.
António Marinho
Coordenador do NEDAI ( Núcleo de Estudos de Doenças Auto-imunes )

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